São Paulo, 02 de outubro de 2009.
Ata XIII Encontro Tecendo a rede Sapopemba
Rafael Erik inicia o encontro com a apresentação da pauta, sendo: 1) avaliação do I seminário Tecendo a Rede Sapopemba; 2) Prestação de Serviços à Comunidade e 3) Informes.
Com relação à avaliação do encontro:
Danilo menciona que a realização do seminário foi uma conquista, tendo em vista que o objetivo inicial da rede é articular os diferentes espaços e que, com o seminário, isso foi possível.
No que se refere ao espaço, esse foi centralizado em relação aos participantes, sendo de fácil acesso (CEU Sapopemba). Com relação ao tempo das falas, como sugestão, deixar mais tempo para cada integrante expor sua idéia;
Rafael fala da dificuldade para consolidação da rede e que o seminário significou um avanço nesse processo. Rever os horários das apresentações com as falas, para termos mais tempo nos debates. Envolver mais pessoas para participar da organização dos eventos, bem como pensar em ações concretas a partir da rede;
Nanci fala que a rede está bem vista na cidade de São Paulo, pois, em contato com outras regiões, foi mencionada a rede de Sapopemba. Menciona a boa organização do seminário e que fez contato com os responsáveis pelo Teatro do CEU Sapopemba após o evento;
Janaína relata o pouco tempo para as falas, principalmente com relação a de Sra. Maria Doralina (Dora). De forma geral, todas as falas foram boas, contudo, foram usadas muitas apresentações em “slides”. Outro ponto que destaca como positivo é quanto às manifestações da plenária, principalmente solicitando que saíssemos mais da academia e que participássemos de ações junto à comunidade. Como fruto do seminário, relata o contato com o CEU Sapopemba, sendo essa uma abertura para outras atividades, contato com outros profissionais (a partir do seminário) para ações conjuntas, inclusive com uma família especifica. Por fim, destaca a apresentação inicial, onde foram apresentados os frutos já alcançados. “Tudo isso nos dá corpo para ações concretas, já que nesse um ano de rede conseguimos grandes avanços, é possível partirmos para ações junto à comunidade”;
Ana Paula fala que foi bom o encontro, principalmente no que se refere à organização;
Tiago cita que não foi feita mesa de abertura para o evento e a necessidade de mais tempo para o debate por parte da plenária. Agora, após o seminário, precisamos de ações concretas;
Danila relata o bom desenvolvimento do encontro;
Ivaneide menciona a importância do seminário para a rede. Segundo ela, nossa rede tem característica especial, vindo do popular/movimentos. A fala de Sra. Maria Olinda teria exposto nossas preensões.
Em seguida passamos para a apresentação sobre a Prestação de Serviços à Comunidade, tendo em vista a importância da integração entre os equipamentos para acolher os prestadores de serviços.
Por fim, foram feitos os informes de eventos e atividades e enfatizada a importância de utilizarmos o blog da rede (www.tecendosapopemba.blogspot.com) não só como espaço para discussão, como também um local para postarmos relatos, informes e acesso ao guia de serviços da região.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Ata 12. Encontro
O I seminário Tecendo a Rede Sapopemba, ocorrido em 28 de agosto de 2009, foi pensado como forma de celebração de um ano de encontros, além de ser um demonstrativo dos parceiros e conquistas atingidas.
A abertura do evento deu-se com a fala de representante do CEU Sapopemba, que destacou a importância de discussões sobre políticas públicas e da participação popular, dando ênfase ao seminário. Ressaltou, também, a carência de grupos artísticos na região e a necessidade de maior participação popular nos conselhos gestores.
Em seguida, foi apresentado por Tiago Cordeiro, dados referente às entidades/instituições/movimentos nos encontros da rede, onde demonstrou-se através dos diferentes segmentos, assistência social, direitos humanos, educação, moradia, saúde, segurança pública, outros parceiros (planilha completa no blog) a participação e colaboração nos diferentes encontros ocorridos.
Primeira mesa, intitulada Participação Popular na Saúde e Educação:
Iniciada e mediada pelo Prof. Matias, da EMEF Arquiteto Vilanova Artesãs, que relembrou a importância do Tecendo a Rede Sapopemba como forma importante de construção de políticas publicas em Sapopemba. Mencionou a pesquisa recentemente elaborada pela UNICEF sobre o índice de mortalidade juvenil.
A Prof. Ana Bretas (Unifesp) falou sobre a educação no processo da rede, mais pontualmente, em relação à universidade. Na universidade pode-se pensar redes e o próprio papel do indivíduo na sociedade; a universidade deve ir à comunidade e vice-versa, como forma de ajudar o estudante comprometido com questões sociais. Ensinar e aprender fazem parte do mesmo processo; a educação revolucionária trabalha o individuo em perspectiva de mudanças, de avanço. Quanto maior a rede, maior a autonomia frente às políticas públicas. Cita Foucault, para quem as micro-relações estabelecem as relações sociais que implementam os desejos; é no cotidiano que requeremos o que desejamos. Assim, somente me humanizo através da relação com o outro.
Braz, Diretor da EMEF Campos Sales: Há, nessa escola, desde 1995, trabalho junto às famílias e lideranças comunitárias; formação de quatro comissões de trabalho e uma equipe que realiza visitas domiciliares aos alunos. Em 1999 a escola aparece como modelo. A escola não pode negar o saber do aluno (negação da concepção deste como “tabula rasa”). A escola é apenas um dos locais por onde deve passar o processo educativo; este último deve incluir a comunidade. Estrutura física e pedagógica da escola em grandes salões, muitos professores, roteiro de estudos quinzenal, discussão em grupos (entre os alunos), quando o aluno possui dúvidas, recorre antes ao colega, e não ao professor, comissão de alunos (mediadores das assembléias). Idéia de autonomia como a capacidade de tomar decisões, assumindo as conseqüências dos atos e respeitando os outros.
Francisca Ivaneide (Movimento de Saúde): necessidade de conhecimento das leis; importância do diálogo no processo de participação popular. Avanços no setor da saúde: não há grades nos serviços de saúde – o mesmo não ocorre nas escolas. Há maior participação no movimento de saúde em relação à educação.
Segunda mesa – Rede Social:
Profª. Dra. Maria Olinda C. S. Carreira (Colaboradora do Núcleo de Saúde e Sociedade da PUC/SP): Rede como teia de vínculos de relações e ações entre indivíduos; abarca todos os campos da vida societária. A existência de muitas redes se dá pelas necessidades dos seres humanos. Uma rede envolve: circulação de informações, conhecimentos, cooperação, articulação, participação. Cita a tese de mestrado de Maria Luisa Pereira Ventura, intitulada “Rede social: um novo olhar para a realidade social”.
Na rede, há a diversidade trabalhando por um objetivo comum; rede construída em uma relação horizontal, com estruturas flexíveis, deve possibilitar a complementaridade e potencializar as forças sociais. Construção de novos compromissos em torno de interesses comuns. A comunicação é uma ferramenta vital na articulação de redes sociais.
Participação: processo que carrega a possibilidade de devolver a palavra a quem não tinha voz e nem era ouvido – potencializar o agente passivo.
Desafios: tensa e contraditória situação (constante) de alguns movimentos sociais. Uma rede deve dar visibilidade aos seus problemas, que dependem de respostas do setor público. Os problemas devem ser tornados públicos para cobrarmos posicionamentos.
Willian Medeiros (Rede Social Vila Prudente): Esta rede social existe desde 2003 e é , atualmente, composta por 30 organizações, ou seja, agentes transformadores da realidade local – expansão e consolidação da cidadania. Permanece na rede quem se identifica com seu objetivo.
Maria Doralina (Educadora Social): Dificuldade de diálogo com as escolas e o Conselho Tutelar – empecilho para quem faz o atendimento de base.
Finalização com informes:
- Audiência pública moradia: região várzeas do Tietê - Assembléia Legislativa, 03/09/2009, às 14h00min.
- Próximo encontro Tecendo a Rede Sapopemba: 02/10/2009 no CDHS, às 8h00min.
- Elaboração da cartilha sobre redes sociais, com ênfase no Tecendo a Rede Sapopemba.
A abertura do evento deu-se com a fala de representante do CEU Sapopemba, que destacou a importância de discussões sobre políticas públicas e da participação popular, dando ênfase ao seminário. Ressaltou, também, a carência de grupos artísticos na região e a necessidade de maior participação popular nos conselhos gestores.
Em seguida, foi apresentado por Tiago Cordeiro, dados referente às entidades/instituições/movimentos nos encontros da rede, onde demonstrou-se através dos diferentes segmentos, assistência social, direitos humanos, educação, moradia, saúde, segurança pública, outros parceiros (planilha completa no blog) a participação e colaboração nos diferentes encontros ocorridos.
Primeira mesa, intitulada Participação Popular na Saúde e Educação:
Iniciada e mediada pelo Prof. Matias, da EMEF Arquiteto Vilanova Artesãs, que relembrou a importância do Tecendo a Rede Sapopemba como forma importante de construção de políticas publicas em Sapopemba. Mencionou a pesquisa recentemente elaborada pela UNICEF sobre o índice de mortalidade juvenil.
A Prof. Ana Bretas (Unifesp) falou sobre a educação no processo da rede, mais pontualmente, em relação à universidade. Na universidade pode-se pensar redes e o próprio papel do indivíduo na sociedade; a universidade deve ir à comunidade e vice-versa, como forma de ajudar o estudante comprometido com questões sociais. Ensinar e aprender fazem parte do mesmo processo; a educação revolucionária trabalha o individuo em perspectiva de mudanças, de avanço. Quanto maior a rede, maior a autonomia frente às políticas públicas. Cita Foucault, para quem as micro-relações estabelecem as relações sociais que implementam os desejos; é no cotidiano que requeremos o que desejamos. Assim, somente me humanizo através da relação com o outro.
Braz, Diretor da EMEF Campos Sales: Há, nessa escola, desde 1995, trabalho junto às famílias e lideranças comunitárias; formação de quatro comissões de trabalho e uma equipe que realiza visitas domiciliares aos alunos. Em 1999 a escola aparece como modelo. A escola não pode negar o saber do aluno (negação da concepção deste como “tabula rasa”). A escola é apenas um dos locais por onde deve passar o processo educativo; este último deve incluir a comunidade. Estrutura física e pedagógica da escola em grandes salões, muitos professores, roteiro de estudos quinzenal, discussão em grupos (entre os alunos), quando o aluno possui dúvidas, recorre antes ao colega, e não ao professor, comissão de alunos (mediadores das assembléias). Idéia de autonomia como a capacidade de tomar decisões, assumindo as conseqüências dos atos e respeitando os outros.
Francisca Ivaneide (Movimento de Saúde): necessidade de conhecimento das leis; importância do diálogo no processo de participação popular. Avanços no setor da saúde: não há grades nos serviços de saúde – o mesmo não ocorre nas escolas. Há maior participação no movimento de saúde em relação à educação.
Segunda mesa – Rede Social:
Profª. Dra. Maria Olinda C. S. Carreira (Colaboradora do Núcleo de Saúde e Sociedade da PUC/SP): Rede como teia de vínculos de relações e ações entre indivíduos; abarca todos os campos da vida societária. A existência de muitas redes se dá pelas necessidades dos seres humanos. Uma rede envolve: circulação de informações, conhecimentos, cooperação, articulação, participação. Cita a tese de mestrado de Maria Luisa Pereira Ventura, intitulada “Rede social: um novo olhar para a realidade social”.
Na rede, há a diversidade trabalhando por um objetivo comum; rede construída em uma relação horizontal, com estruturas flexíveis, deve possibilitar a complementaridade e potencializar as forças sociais. Construção de novos compromissos em torno de interesses comuns. A comunicação é uma ferramenta vital na articulação de redes sociais.
Participação: processo que carrega a possibilidade de devolver a palavra a quem não tinha voz e nem era ouvido – potencializar o agente passivo.
Desafios: tensa e contraditória situação (constante) de alguns movimentos sociais. Uma rede deve dar visibilidade aos seus problemas, que dependem de respostas do setor público. Os problemas devem ser tornados públicos para cobrarmos posicionamentos.
Willian Medeiros (Rede Social Vila Prudente): Esta rede social existe desde 2003 e é , atualmente, composta por 30 organizações, ou seja, agentes transformadores da realidade local – expansão e consolidação da cidadania. Permanece na rede quem se identifica com seu objetivo.
Maria Doralina (Educadora Social): Dificuldade de diálogo com as escolas e o Conselho Tutelar – empecilho para quem faz o atendimento de base.
Finalização com informes:
- Audiência pública moradia: região várzeas do Tietê - Assembléia Legislativa, 03/09/2009, às 14h00min.
- Próximo encontro Tecendo a Rede Sapopemba: 02/10/2009 no CDHS, às 8h00min.
- Elaboração da cartilha sobre redes sociais, com ênfase no Tecendo a Rede Sapopemba.
Ata 11. Encontro
O encontro foi iniciado com fala da conselheira tutelar Lia, que disponibilizou material (cartilha) sobre curso de orçamento público.
Após, foram projetados dois vídeos:
- “Que feira é essa?”, produzido pelos adolescentes que participaram da Oficina Buriti. A partir deste, algumas idéias foram levantadas, como: discutir nos encontros da rede sobre o lixo produzido na área do Jd. Elba, levando essa discussão também como pertencente à área educacional.
- Vídeo produzido durante o ato realizado na região do Pró Morar, mostrando a realizado local, principalmente com relação a saúde.
Informes: Visita à Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em 04/07; Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em 04/07; nova equipe do CREAS convida para conhecermos seu espaço; Fórum Metropolitano de Segurança Pública, em 04/07; convênio do SUS com o Hospital CEMA para doação de aparelhos auditivos - convênio estaria em risco devido pouca procura.
Pauta: retomada do último encontro; planejamento XII encontro (Seminário).
A assistente social Janaína retomou parte da fala elaborada no último encontro: importância das conferências: interlocução entre políticas públicas e comunidade, possuem caráter deliberativo e controle contínuo das deliberações; não existência de orçamento fixo para a assistência social; deve haver diagnóstico e instrumentos de intervenção no processo político (conferências seriam uma); muitos programas do Governo são pensados de acordo com o índice de vulnerabilidade social.
Encaminhamentos: Sobre o seminário: deverá ocorrer em 28/08 no CEU Sapopemba. Temas sugeridos pelo grupo – conquistas da rede; orçamento público (PPA); SUAS; redução da maioridade penal; diagnósticos da região (políticas públicas, recursos, entre outros). Por fim, foi tirada uma comissão organizadora: CREAS, PAF – Sinhá, UBS Juta, ANCED, Executiva Tecendo a Rede. Próxima reunião (organizadora): 08/07 as 9h00min. no CDHS.
Após, foram projetados dois vídeos:
- “Que feira é essa?”, produzido pelos adolescentes que participaram da Oficina Buriti. A partir deste, algumas idéias foram levantadas, como: discutir nos encontros da rede sobre o lixo produzido na área do Jd. Elba, levando essa discussão também como pertencente à área educacional.
- Vídeo produzido durante o ato realizado na região do Pró Morar, mostrando a realizado local, principalmente com relação a saúde.
Informes: Visita à Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em 04/07; Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em 04/07; nova equipe do CREAS convida para conhecermos seu espaço; Fórum Metropolitano de Segurança Pública, em 04/07; convênio do SUS com o Hospital CEMA para doação de aparelhos auditivos - convênio estaria em risco devido pouca procura.
Pauta: retomada do último encontro; planejamento XII encontro (Seminário).
A assistente social Janaína retomou parte da fala elaborada no último encontro: importância das conferências: interlocução entre políticas públicas e comunidade, possuem caráter deliberativo e controle contínuo das deliberações; não existência de orçamento fixo para a assistência social; deve haver diagnóstico e instrumentos de intervenção no processo político (conferências seriam uma); muitos programas do Governo são pensados de acordo com o índice de vulnerabilidade social.
Encaminhamentos: Sobre o seminário: deverá ocorrer em 28/08 no CEU Sapopemba. Temas sugeridos pelo grupo – conquistas da rede; orçamento público (PPA); SUAS; redução da maioridade penal; diagnósticos da região (políticas públicas, recursos, entre outros). Por fim, foi tirada uma comissão organizadora: CREAS, PAF – Sinhá, UBS Juta, ANCED, Executiva Tecendo a Rede. Próxima reunião (organizadora): 08/07 as 9h00min. no CDHS.
Ata 10. Encontro
Encontro iniciado com avaliação do IX Tecendo a Rede: necessidade de maior tempo para articulação e discussão após o vídeo apresentado. Boa campanha para Conselho Gestor de Saúde; necessidade de discussão, no Tecendo a Rede, sobre seguridade social e conseqüências da crise atual nos nossos espaços de ação.
Informes: folheto elaborado pelo Conselho Tutelar (compreensão das atribuições do Conselho Tutelar); oficinas realizadas na EMEF Arquiteto Vilanova Artigas sobre o ECA; denúncia realizada por escola com colaboração do Conselho Tutelar; comissão elaborada para impulsionar eleição para Conselho Gestor – ideal de permanência da comissão para garantir atuação do conselheiro; Fórum Municipal da Criança e do Adolescente ocorre todo primeiro sábado do mês na Câmara Municipal de São Paulo (em Julho, devido às férias, será antecipado para último sábado de Junho).
Fala da assistente social Janaína: resgate histórico da assistência social, abordando:
- SUAS (2004);
- Políticas sociais que efetivam os direitos sociais postos na Constituição;
- Maior avanço, no Brasil, na época da ditadura, devido resistência popular da classe trabalhadora;
- De 1930 a 1945: introdução das políticas sociais no Brasil;
- Ranço histórico de assistencialismo atribuído à assistência social;
- Constituição de 1988: coloca a assistência social como dever do Estado;
- 1993: aprovação da LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), onde consta o BPC (Benefício de Prestação Continuada); NOB (Norma Operacional Básica);
- 31 CRAS em São Paulo, divididos pela população, não necessariamente por vulnerabilidade, ações de socialização, transferência de renda;
- CREAS: atua em média complexidade (apoio sócio-familiar, adolescentes em medida sócio-educativa, atenção domiciliar).
Flariston fala acerca da participação popular:
- Fóruns: constituídos no processo de redemocratização, espaços de mobilização social. - Instrumentos jurídicos que garantem a democracia participativa: informação, participação no planejamento, entre outros. Ministério Público; Defensoria Pública.
- Descentralização do poder: instrumentos políticos de participação popular, como conselhos, movimentos sociais.
- Conferências: ocorrem a cada dois anos - conferem, propõem, deliberam.
- Desafios: desconhecimento social dos poderes executivo, legislativo e judiciário, resistência em aceitação da participação popular.
Finalização com aceitação da proposta de dar prosseguimento, no XI Tecendo a Rede, à temática abordada neste encontro.
Informes: folheto elaborado pelo Conselho Tutelar (compreensão das atribuições do Conselho Tutelar); oficinas realizadas na EMEF Arquiteto Vilanova Artigas sobre o ECA; denúncia realizada por escola com colaboração do Conselho Tutelar; comissão elaborada para impulsionar eleição para Conselho Gestor – ideal de permanência da comissão para garantir atuação do conselheiro; Fórum Municipal da Criança e do Adolescente ocorre todo primeiro sábado do mês na Câmara Municipal de São Paulo (em Julho, devido às férias, será antecipado para último sábado de Junho).
Fala da assistente social Janaína: resgate histórico da assistência social, abordando:
- SUAS (2004);
- Políticas sociais que efetivam os direitos sociais postos na Constituição;
- Maior avanço, no Brasil, na época da ditadura, devido resistência popular da classe trabalhadora;
- De 1930 a 1945: introdução das políticas sociais no Brasil;
- Ranço histórico de assistencialismo atribuído à assistência social;
- Constituição de 1988: coloca a assistência social como dever do Estado;
- 1993: aprovação da LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), onde consta o BPC (Benefício de Prestação Continuada); NOB (Norma Operacional Básica);
- 31 CRAS em São Paulo, divididos pela população, não necessariamente por vulnerabilidade, ações de socialização, transferência de renda;
- CREAS: atua em média complexidade (apoio sócio-familiar, adolescentes em medida sócio-educativa, atenção domiciliar).
Flariston fala acerca da participação popular:
- Fóruns: constituídos no processo de redemocratização, espaços de mobilização social. - Instrumentos jurídicos que garantem a democracia participativa: informação, participação no planejamento, entre outros. Ministério Público; Defensoria Pública.
- Descentralização do poder: instrumentos políticos de participação popular, como conselhos, movimentos sociais.
- Conferências: ocorrem a cada dois anos - conferem, propõem, deliberam.
- Desafios: desconhecimento social dos poderes executivo, legislativo e judiciário, resistência em aceitação da participação popular.
Finalização com aceitação da proposta de dar prosseguimento, no XI Tecendo a Rede, à temática abordada neste encontro.
Ata 9. Encontro
O encontro teve início com apresentação dos participantes e posterior avaliação do VIII Encontro Tecendo a Rede, o corrido em 03 de Abril de 2009. As falas apontaram a presença da Dep. Federal Luiza Erundina como relevante à discussão da data; foi dito que ela, aparentemente, não estaria preparada para o tema do Encontro, tendo discursado sobre questõs genéricas e pouco aprofundadas, tendo em vista que os participantes do Encontro vêm há muito tempo militando nas questõs da área da educação e, portanto, possuem ciência das mesmas.
Também foi ressaltada a importância de seu convite para o planejamento de projetos em Sapopemba e que poderão contar com verba direcionada pela deputada. Foi salientada a importância de estabelecimento de um projeto sério e que abarque questõs amplas da região, e não vise apenas solucionar problemas pontuais de entidades específicas. A comissão executiva do Tecendo a Rede explicou os apontamentos acima colocados informando que a deputada estava ciente do objetivo do Encontro, ou seja, não era esperado que falasse sobre problemas escolares específicos. A deputada também teria apontado a relevância de ações em torno da discussão da possível aprovação da lei de redução da maioridade penal.
Informe sobre o Encontro de Saúde de São Bernardo em 04 de Abril de 2009, no qual a deputada teria parabenizado a iniciativa dos movimentos da região de Sapopemba. Foi também levantada a importância de abordar questões ambientais nas futuras discussões do Tecendo a Rede.
Informes:
- Fórum regional da criança e do adolescente, em 15/05/09, na comunidade Santa Rosa de Lima;
- Conferência Lúdica Regional, em 26/05/09, no CEU Rosa da China;
- Conferência Convencional Regional, em 05/06/09, no CEU Rosa da China;
- Votação próxima semana sobre a redução da maioridade penal;
- Plantão psicossocial Pró-Morar toda 2ª feira das 13hs às 17hs;
- Conferência de Saúde (DST/AIDS), em Julho;
- Movimento pela construção do Posto de Saúde – duas audiências marcadas. Reunião CEC Perseverança em 11/05 às 10hs;
- Plantão psico-jurídico do CDHS toda 2ª feira pela manhã.
Após os informes houve projeção do filme “Politicas de Saúde no Brasil - Um século de luta pelo direito à saúde”.
Após o filme, houve discussão sobre a eleição do Conselho Gestor da Saúde. Foi falado sobre a necessidade de conhecer o processo de votação. Dentre os tópicos abordados sobre o tema, tratou-se sobre a luta pela melhoria dos projetos da região de Sapopemba, como Juta e Pró-Morar, além das lutas pelas necessidades da população no que diz respeito à educação, transporte, saúde. Foi divulgado o vídeo sobre tal assunto, elaborado pelas agentes de saúde da UBS Juta-II.
Foi apontado o fato de ser recente a participação popular no Conselho Gestor. Necessidade de Conselhos nas áreas da educação, CEU´s - CAPS Sapopemba (não tem conselho gestor há 02 anos), e que deveria haver reuniões mensais obrigatórias entre os atuantes em tais Conselhos. Tratou-se da fragmentação das diversas entidades que gerenciam os setores da saúde, que não se comunicam. Algumas delas teriam iniciado trabalho de sensibilização junto à população, que não pode ocorrer apenas em ano eleitoral. Deve haver interesse também do usuário e trabalhadores de tais serviços.
OS’s: Não há certeza na manutenção de sua estrutura – trabalhador e usuários são prejudicados (terceirização da gestão).
Atual momento de transição no CAPS-Sapopemba está complexo – preocupação dos funcionários em relação aos atendimentos. Objetivo de trazer a população para essa discussão. Autonomia dos trabalhadores diminuída (enquadramento do trabalhador aos padrões estabelecidos pela instituição).
Leitura do regulamento para processo eleitoral dos Conselhos Gestores da Saúde. Resposta aos questionamento relativos ao processo e às necessidades de trabalho junto àqueles que podem se candidatar. Protagonismo do conselheiro gestor: não deve ser apenas do gestor, mas de todos. Participação diminuída dos agentes comunitários e funcionários acompanhando o conselheiro gestor. Compromisso de eleger conselheiro e garantir sua atuação constante.
Foi decidido coletivamente que, devido ao processo das Conferências da Criança e do Adolescente, não haverá Encontro do Tecendo a Rede em Junho, tendo em vista que ocorreria na mesma data da Conferência Convencional Regional, e o grupo prontificou-se a participar da mesma.
Também foi ressaltada a importância de seu convite para o planejamento de projetos em Sapopemba e que poderão contar com verba direcionada pela deputada. Foi salientada a importância de estabelecimento de um projeto sério e que abarque questõs amplas da região, e não vise apenas solucionar problemas pontuais de entidades específicas. A comissão executiva do Tecendo a Rede explicou os apontamentos acima colocados informando que a deputada estava ciente do objetivo do Encontro, ou seja, não era esperado que falasse sobre problemas escolares específicos. A deputada também teria apontado a relevância de ações em torno da discussão da possível aprovação da lei de redução da maioridade penal.
Informe sobre o Encontro de Saúde de São Bernardo em 04 de Abril de 2009, no qual a deputada teria parabenizado a iniciativa dos movimentos da região de Sapopemba. Foi também levantada a importância de abordar questões ambientais nas futuras discussões do Tecendo a Rede.
Informes:
- Fórum regional da criança e do adolescente, em 15/05/09, na comunidade Santa Rosa de Lima;
- Conferência Lúdica Regional, em 26/05/09, no CEU Rosa da China;
- Conferência Convencional Regional, em 05/06/09, no CEU Rosa da China;
- Votação próxima semana sobre a redução da maioridade penal;
- Plantão psicossocial Pró-Morar toda 2ª feira das 13hs às 17hs;
- Conferência de Saúde (DST/AIDS), em Julho;
- Movimento pela construção do Posto de Saúde – duas audiências marcadas. Reunião CEC Perseverança em 11/05 às 10hs;
- Plantão psico-jurídico do CDHS toda 2ª feira pela manhã.
Após os informes houve projeção do filme “Politicas de Saúde no Brasil - Um século de luta pelo direito à saúde”.
Após o filme, houve discussão sobre a eleição do Conselho Gestor da Saúde. Foi falado sobre a necessidade de conhecer o processo de votação. Dentre os tópicos abordados sobre o tema, tratou-se sobre a luta pela melhoria dos projetos da região de Sapopemba, como Juta e Pró-Morar, além das lutas pelas necessidades da população no que diz respeito à educação, transporte, saúde. Foi divulgado o vídeo sobre tal assunto, elaborado pelas agentes de saúde da UBS Juta-II.
Foi apontado o fato de ser recente a participação popular no Conselho Gestor. Necessidade de Conselhos nas áreas da educação, CEU´s - CAPS Sapopemba (não tem conselho gestor há 02 anos), e que deveria haver reuniões mensais obrigatórias entre os atuantes em tais Conselhos. Tratou-se da fragmentação das diversas entidades que gerenciam os setores da saúde, que não se comunicam. Algumas delas teriam iniciado trabalho de sensibilização junto à população, que não pode ocorrer apenas em ano eleitoral. Deve haver interesse também do usuário e trabalhadores de tais serviços.
OS’s: Não há certeza na manutenção de sua estrutura – trabalhador e usuários são prejudicados (terceirização da gestão).
Atual momento de transição no CAPS-Sapopemba está complexo – preocupação dos funcionários em relação aos atendimentos. Objetivo de trazer a população para essa discussão. Autonomia dos trabalhadores diminuída (enquadramento do trabalhador aos padrões estabelecidos pela instituição).
Leitura do regulamento para processo eleitoral dos Conselhos Gestores da Saúde. Resposta aos questionamento relativos ao processo e às necessidades de trabalho junto àqueles que podem se candidatar. Protagonismo do conselheiro gestor: não deve ser apenas do gestor, mas de todos. Participação diminuída dos agentes comunitários e funcionários acompanhando o conselheiro gestor. Compromisso de eleger conselheiro e garantir sua atuação constante.
Foi decidido coletivamente que, devido ao processo das Conferências da Criança e do Adolescente, não haverá Encontro do Tecendo a Rede em Junho, tendo em vista que ocorreria na mesma data da Conferência Convencional Regional, e o grupo prontificou-se a participar da mesma.
Ata 8. Encontro
Ata do Oitavo Encontro Tecendo a Rede – 03 abril de 2009
Andréia e Tiago iniciaram as atividades do 8º Encontro Tecendo a Rede, onde explanaram sobre a evolução dos encontros.
Em seguida, tivemos apresentações de alguns informes, dentre eles:
• Ato em defesa do SUS – 07/04/2009;
• Fórum da Criança e Adolescente – 17/04/2009;
• Conferências Lúdicas e Convencionais – Regionais e Municipal;
• Abaixo assinado em prol da “Moradia Digna”;
• Fórum da Educação.
Em consonância com o último encontro onde tivemos proposta de trabalharmos por eixos temáticos (Educação e Saúde), demos inicio com a temática educação.
O debate teve inicio com a fala dos conselheiros tutelares de Sapopemba sobre a situação de creches e escolas municipais da região:
“O conselho tutelar é um instrumento de apoio familiar para auxiliar no alcance de vagas em creches, caso não tenham retorno é enviado denuncia para o Ministério Público.”
“Falar de educação em Sapopemba, não se limita somente às vagas, temos a questão da proteção social.”
“Temos que tomar cuidado, pois acabamos culpabilizando quem já é vitima”.
“Um dos agravantes abordados foi o fechamento das Escolas, CEI’s, Creches, nos períodos de recesso, o que ocasiona aumento no número de violência.”
“Temos que pensar juntos para fazer algo para os direitos da criança e do adolescente.”
Danilo (Psicólogo) abordou a questão das transferências escolares: “Num momento de fragilidade a mãe assina a transferência, porém não vislumbra outra vaga.”
“Nós precisamos de escola para resolução das questões múltiplas. Devemos pensar nas questões de enfrentamento.”
Janaína (Assistente Social) “Transferência de alunos que estão inseridos em escola para outra de turno integral sem, no entanto, solicitar opinião da família ou verificar se estão de acordo ou não”.
Ivoneide “Não tem como a saúde e a educação andarem separadas. O governo tem que se conscientizar da questão da evasão escolar”.
Após essa primeira explanação, demos inicio a fala da Deputada Federal Luiza Erundina.
“Quando li sobre a historia do Tecendo a Rede disse: É por aí, isso é um salto de qualidade que cada equipamento faz. A organização a partir da intervenção concreta da população.”
A Dep. Fed. Luiza Erundina parabenizou a todos pelo planejamento e organização, uma vez que essa luta é importante para a população local. Para isso abordou a questão dos recursos orçamentários que cada deputado tem a seu dispor para destinar a projetos de sua cidade de origem. Mostrou interesse em conhecer melhor as necessidades da região e se dispôs a retornar no segundo semestre desse ano para pensarmos em um planejamento para destinar recursos.
“A democracia se faz de duas maneiras: Representativa - quando a sociedade é representada por alguém que foi eleito por ela, e a Participativa, que são configuradas pelos Conselhos (Conselho Tutelar, Conselho da Mulher, Conselho do Idoso, etc...).”
“A Constituição de 1988 é a nossa Carta Maior, o art. 205 diz que A educação é dever de Todos, Do Estado e da Sociedade...”
A deputada explanou sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) onde descreve os direitos dos cidadãos incluindo a educação, conquistada pelo povo brasileiro.
“Quando exigimos uma educação de qualidade não estamos pedindo ‘favor’, esta é obrigação do Estado. “
“As escolas de alunos de classe média alta são compostas de tecnologia de ponta, porque não aplicar essa tecnologia nas escolas de regiões mais carentes?”
“As crianças tem que se sentirem bem na escola, dessa forma não irá acontecer depedrações, não podemos também só cobrar do Estado, temos que fazer a nossa parte.”
“Os professores devem ser valorizados e não explorados, esses devem ter condições de darem aula.”
Danilo (Psicólogo) – Perguntou a Deputada de que forma ela enquanto parlamentar, poderia articular uma investigação sobre a educação regime de internação da Fundação Casa, pois com o processo de reclassificação de série os adolescentes acabam saindo sem o preparo devido para seu desenvolvimento como cidadão?
“É necessário um embasamento (documento) acerca dessa situação para tomarmos as devidas providências.”
Sueli (Coordenadora NPPE Madalena) – Perguntou sobre o processo de redução da maioridade penal na Assembleía Legislativa Federal?
“Uma grande maioria dos parlamentares são a favor de tal proposta, no entanto, se houver um movimento da sociedade civil pressionando a não redução poderemos reveter”
Matias (Profº Escola Arquiteto Vila Nova Artigas) – Perguntou a Deputada sobre a possibilidade de se criar um projeto ou lei que obrigue o Estado a incentivar redes de articulação para o controle social?
“A participação da comunidade na escola deve ocorrer através dos conselhos escolares. Existe um Projeto de Lei para ser votada que reconhece os Conselhos Escolares. O papel da sociedade é pressionar para que seja aprovado, pois é um direito dos pais e educadores, não é uma coisa supérflua.”
Cláudia (Coordenadora Pedagógica da EMEF Paulo Duarte) – Contextualizou a fala da Deputada sobre a tecnologia nas escolas sem uma reformulação no sistema educacional, pois somente a tecnologia não surtiria o efeito na demanda existente.
“O caminho é esse, tem que se pensar no sistema, contudo com a velocidade das informações as coisas acontecem muito rápido, hoje a sociedade é da tecnologia e a escola te que se modernizar”.
“Todos devem estar atentos para exigir dos governantes suas prioridades e não deixar a crise afetar a educação, a saúde, o social, entre outros. A crise é uma janela de oportunidades desta forma tem que inverter suas prioridades, e não diminuir o pouco que chega ao social.”
“O Brasil é o único país que não obriga e sim autoriza a execução orçamentária, não podemos admitir a pobreza como sendo algo natural e sim todo um processo capitalista”.
Momento Solene – O Centro Direitos Humanos de Sapopemba, representado pela Sra. Ana Paula (moradora da comunidade Pq. Santa Madalena), homenageou a Deputada Luiz Erundina com a medalha de Honra ao Mérito pela indicação ao Prêmio de Direitos Humanos de Sapopemba de 2008, pela sua luta na garantia e defesa dos direitos humanos.
Ao término do encontro, agradecemos à presença de todos e mencionamos a importância da participação dos equipamentos/instituições e movimentos na construção efetiva da rede.
Andréia e Tiago iniciaram as atividades do 8º Encontro Tecendo a Rede, onde explanaram sobre a evolução dos encontros.
Em seguida, tivemos apresentações de alguns informes, dentre eles:
• Ato em defesa do SUS – 07/04/2009;
• Fórum da Criança e Adolescente – 17/04/2009;
• Conferências Lúdicas e Convencionais – Regionais e Municipal;
• Abaixo assinado em prol da “Moradia Digna”;
• Fórum da Educação.
Em consonância com o último encontro onde tivemos proposta de trabalharmos por eixos temáticos (Educação e Saúde), demos inicio com a temática educação.
O debate teve inicio com a fala dos conselheiros tutelares de Sapopemba sobre a situação de creches e escolas municipais da região:
“O conselho tutelar é um instrumento de apoio familiar para auxiliar no alcance de vagas em creches, caso não tenham retorno é enviado denuncia para o Ministério Público.”
“Falar de educação em Sapopemba, não se limita somente às vagas, temos a questão da proteção social.”
“Temos que tomar cuidado, pois acabamos culpabilizando quem já é vitima”.
“Um dos agravantes abordados foi o fechamento das Escolas, CEI’s, Creches, nos períodos de recesso, o que ocasiona aumento no número de violência.”
“Temos que pensar juntos para fazer algo para os direitos da criança e do adolescente.”
Danilo (Psicólogo) abordou a questão das transferências escolares: “Num momento de fragilidade a mãe assina a transferência, porém não vislumbra outra vaga.”
“Nós precisamos de escola para resolução das questões múltiplas. Devemos pensar nas questões de enfrentamento.”
Janaína (Assistente Social) “Transferência de alunos que estão inseridos em escola para outra de turno integral sem, no entanto, solicitar opinião da família ou verificar se estão de acordo ou não”.
Ivoneide “Não tem como a saúde e a educação andarem separadas. O governo tem que se conscientizar da questão da evasão escolar”.
Após essa primeira explanação, demos inicio a fala da Deputada Federal Luiza Erundina.
“Quando li sobre a historia do Tecendo a Rede disse: É por aí, isso é um salto de qualidade que cada equipamento faz. A organização a partir da intervenção concreta da população.”
A Dep. Fed. Luiza Erundina parabenizou a todos pelo planejamento e organização, uma vez que essa luta é importante para a população local. Para isso abordou a questão dos recursos orçamentários que cada deputado tem a seu dispor para destinar a projetos de sua cidade de origem. Mostrou interesse em conhecer melhor as necessidades da região e se dispôs a retornar no segundo semestre desse ano para pensarmos em um planejamento para destinar recursos.
“A democracia se faz de duas maneiras: Representativa - quando a sociedade é representada por alguém que foi eleito por ela, e a Participativa, que são configuradas pelos Conselhos (Conselho Tutelar, Conselho da Mulher, Conselho do Idoso, etc...).”
“A Constituição de 1988 é a nossa Carta Maior, o art. 205 diz que A educação é dever de Todos, Do Estado e da Sociedade...”
A deputada explanou sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) onde descreve os direitos dos cidadãos incluindo a educação, conquistada pelo povo brasileiro.
“Quando exigimos uma educação de qualidade não estamos pedindo ‘favor’, esta é obrigação do Estado. “
“As escolas de alunos de classe média alta são compostas de tecnologia de ponta, porque não aplicar essa tecnologia nas escolas de regiões mais carentes?”
“As crianças tem que se sentirem bem na escola, dessa forma não irá acontecer depedrações, não podemos também só cobrar do Estado, temos que fazer a nossa parte.”
“Os professores devem ser valorizados e não explorados, esses devem ter condições de darem aula.”
Danilo (Psicólogo) – Perguntou a Deputada de que forma ela enquanto parlamentar, poderia articular uma investigação sobre a educação regime de internação da Fundação Casa, pois com o processo de reclassificação de série os adolescentes acabam saindo sem o preparo devido para seu desenvolvimento como cidadão?
“É necessário um embasamento (documento) acerca dessa situação para tomarmos as devidas providências.”
Sueli (Coordenadora NPPE Madalena) – Perguntou sobre o processo de redução da maioridade penal na Assembleía Legislativa Federal?
“Uma grande maioria dos parlamentares são a favor de tal proposta, no entanto, se houver um movimento da sociedade civil pressionando a não redução poderemos reveter”
Matias (Profº Escola Arquiteto Vila Nova Artigas) – Perguntou a Deputada sobre a possibilidade de se criar um projeto ou lei que obrigue o Estado a incentivar redes de articulação para o controle social?
“A participação da comunidade na escola deve ocorrer através dos conselhos escolares. Existe um Projeto de Lei para ser votada que reconhece os Conselhos Escolares. O papel da sociedade é pressionar para que seja aprovado, pois é um direito dos pais e educadores, não é uma coisa supérflua.”
Cláudia (Coordenadora Pedagógica da EMEF Paulo Duarte) – Contextualizou a fala da Deputada sobre a tecnologia nas escolas sem uma reformulação no sistema educacional, pois somente a tecnologia não surtiria o efeito na demanda existente.
“O caminho é esse, tem que se pensar no sistema, contudo com a velocidade das informações as coisas acontecem muito rápido, hoje a sociedade é da tecnologia e a escola te que se modernizar”.
“Todos devem estar atentos para exigir dos governantes suas prioridades e não deixar a crise afetar a educação, a saúde, o social, entre outros. A crise é uma janela de oportunidades desta forma tem que inverter suas prioridades, e não diminuir o pouco que chega ao social.”
“O Brasil é o único país que não obriga e sim autoriza a execução orçamentária, não podemos admitir a pobreza como sendo algo natural e sim todo um processo capitalista”.
Momento Solene – O Centro Direitos Humanos de Sapopemba, representado pela Sra. Ana Paula (moradora da comunidade Pq. Santa Madalena), homenageou a Deputada Luiz Erundina com a medalha de Honra ao Mérito pela indicação ao Prêmio de Direitos Humanos de Sapopemba de 2008, pela sua luta na garantia e defesa dos direitos humanos.
Ao término do encontro, agradecemos à presença de todos e mencionamos a importância da participação dos equipamentos/instituições e movimentos na construção efetiva da rede.
Ata 7. Encontro
Ata do Sétimo Encontro Tecendo a Rede – 06 março de 2009
1º Etapa
Inicialmente foram feitas as apresentações de todos os participantes da reunião, e em seguida foi exposta a pauta de discussão do encontro:
• Cronograma 2009;
• Comissão executiva;
• Mulher em Sapopemba: “Seu papel em diferentes seguimentos”.
O tópico inicial foi a discussão a respeito do Cronograma 2009 sendo realizada a proposta de trabalharmos por eixos temáticos, sendo eles:
1. Educação: Situação das creches em Sapopemba; Promoção da educação de direito; Evasão/violência dentro e fora das escolas; Exclusão e orçamento.
2. Saúde: controle social; exclusão; atenção básica e orçamento.
Após a apresentação da pauta, foi aberto momento para discussão. Tivemos as seguintes falas:
Prof. Matias: Questionou o item orçamento público no que se refere à educação. Acha necessário discutir o item proteção especial dos adolescentes.
Ivaneide: Falou sobre a importância em falar do orçamento público, pois acredita que seja uma questão primordial.
Enzo: Cita a inclusão do adolescente com necessidade especial na Educação.
Janaina: Reforçou sobre o Controle Social, dizendo passar pelo tema do orçamento.
Luiza: Acredita que discutir o orçamento seja ultrapassar os limites do encontro, e que esta discussão deva ocorres em outro momento.
Após explanação, ficou acordado que nas discussões que fossem surgindo no “Tecendo a Rede”, será debatido o tema “orçamento público”, dentro dos eixos propostos.
2º Etapa
A segunda etapa teve como objetivo que as mulheres presentes, da região, pudessem falar sobre a importância da mulher em sapopemba: seu papel em diferentes seguimentos.
Para esse momento, foram convidadas:
Lucimara, militante do Movimento de Moradia Leste I, integrante da Central de Movimentos Populares e da União de Movimentos de Moradia.
Endereço do Movimento Sem Terra Leste I – Av. Agustín Lubert, 1.053 – Fazenda da Juta – Telefone: 2013-9874.
Inicia a fala agradecendo e dizendo que temos que trabalhar com parcerias/rede, dizendo ser esse o caminho. Compara o número de mulheres presentes no encontro (maior que o dos homens), com os movimentos sociais, “lá fora também é assim”. Continua com as seguintes falas:
“Na região de Sapopemba não é diferente, aqui a mulher é muito bem articulada”;
“No movimento de moradia, 90% dos participantes são mulheres, elas carregam areia e pedra, assentam tijolos, coordenam e fazem a discussão política. A mulher não tem a visão só da casa (ao contrário de alguns homens), ela pensa de uma forma geral, em toda infra-estrutura”;
“Um dos avanços foi a casa passar a ser em nome da mulher, antigamente não era assim, muitas vezes o homem não contribui no mutirão e quando saia a casa ele acabava expulsando a mulher e filhos, hoje existe uma lei em que as mulheres batalharam muito e que foi criada pelo Dep. Roberto Gouveia”;
“No cenário político de São Paulo, temos apenas 8 vereadoras, sendo uma do Partido dos Trabalhadores, ainda precisamos avançar muito. Segundo ela, tudo indica que teremos uma candidata à presidência do Brasil”;
Por fim, agradece e diz que: “temos que travar a luta, pois a mulher quando começa vai até o fim, hoje nós somos mais respeitadas”.
Maria de Jesus: Professora da rede pública de ensino e atuante nos projetos sociais;
“A mulher está em todos os locais e na Educação não é diferente”;
“Antigamente a mulher era proibida de estudar, aos poucos ela vem ocupando esse espaço”;
Segundo Maria de Jesus, existe uma tese de que as crianças aprendem menos porque são mulheres que estão dando aulas:
“Tudo acaba sendo culpa da mulher e nem sempre do homem, por exemplo, a criança está mal na escola, faltando, a culpa é da mulher. Poucas podem melhorar sua formação (mestrado), precisam ter dois ou três empregos, acaba não sobrando tempo, sem contar que ainda existe o lar”;
“A maioria dos Projetos Sociais estão a frente de mulheres”;
“O salário dos professores no Brasil está defasado”.
Renata, advogada do Centro de Direitos Humanos de Sapopemba;
Cita que “no direito também não é diferente, antigamente só os homens podiam ser advogados”;
Menciona que o CDHS (Centro de Direitos Humanos de Sapopemba) atua principalmente na formação da população, pois “sabendo sobre os direitos eles transformam a realidade”;
“Também temos um link com o Poder público, como forma de articulador”;
“A maioria dos casos atendidos são mulheres, sendo maior o número de companheiras/esposas de reclusos. Estudos mostram a fidelidade da mulher com o companheiro preso, ao contrário, poucos homens mantém o relacionamento com mulheres que estão presas”;
“Existe muita garra por parte das mulheres, pois conseguem dinheiro para o “jumbo”, para manter a casa e na maioria dos casos são elas que acompanham os filhos em medida socioeducativa, “até hoje não lembro de um homem acompanhar algum filho em medida”;
Informa que o CDHS irá fazer um ciclo de formações ao longo do ano, sendo o do mês de Março sobre a Lei Maria da Penha (13/03 – 14h – CDHS);
Menciona que a Defensoria Pública promove o Núcleo Mulher – Av. Liberdade, 32 – Centro/SP, e que sua proposta e trazê-lo para mais perto de nossa região.
Marli, Controle gestor da UBS Teotônio Vilela e moradora do bairro Pró-Morar;
Ivaneide, Movimento de Saúde de Sapopemba;
Resgatou sua história na região, lembrando que Sapopemba sempre teve uma proposta de luta próxima aos movimentos sociais;
Cita também que um dos grandes desafios é levar essa discussão para os nossos lares, pois, a partir daí, poderemos dar um novo horizonte para essas situações.
Sub-Tenente Idalina – 19º Batalhão, responsável pela ronda escolar na região.
Em relação ao tema, Idalina afirma que “a mulher está se emancipando trabalha fora e em casa” (jornada dupla);
“Mesmo com conhecimento a mulher ainda não se emancipou totalmente, não sei o motivo, talvez dependência financeira, repressão”;
“Sempre procuro orientar as mulheres, orientação é tudo”;
“Na Polícia Militar ainda existe muita resistência, contudo, como é um militarismo...”
“Na delegacia a mulher acaba sendo omitida por parte de muitas policiais”;
“Meu filho de oito anos perguntou sobre o motivo da mulher ganhar menos que o homem”;
“A mulher sempre continua batalhando, independente da sua posição”;
Ao término do encontro, agradecemos a presença de todos e lembramos a data da próxima reunião, que deverá ocorrer em 03/04/2009.
1º Etapa
Inicialmente foram feitas as apresentações de todos os participantes da reunião, e em seguida foi exposta a pauta de discussão do encontro:
• Cronograma 2009;
• Comissão executiva;
• Mulher em Sapopemba: “Seu papel em diferentes seguimentos”.
O tópico inicial foi a discussão a respeito do Cronograma 2009 sendo realizada a proposta de trabalharmos por eixos temáticos, sendo eles:
1. Educação: Situação das creches em Sapopemba; Promoção da educação de direito; Evasão/violência dentro e fora das escolas; Exclusão e orçamento.
2. Saúde: controle social; exclusão; atenção básica e orçamento.
Após a apresentação da pauta, foi aberto momento para discussão. Tivemos as seguintes falas:
Prof. Matias: Questionou o item orçamento público no que se refere à educação. Acha necessário discutir o item proteção especial dos adolescentes.
Ivaneide: Falou sobre a importância em falar do orçamento público, pois acredita que seja uma questão primordial.
Enzo: Cita a inclusão do adolescente com necessidade especial na Educação.
Janaina: Reforçou sobre o Controle Social, dizendo passar pelo tema do orçamento.
Luiza: Acredita que discutir o orçamento seja ultrapassar os limites do encontro, e que esta discussão deva ocorres em outro momento.
Após explanação, ficou acordado que nas discussões que fossem surgindo no “Tecendo a Rede”, será debatido o tema “orçamento público”, dentro dos eixos propostos.
2º Etapa
A segunda etapa teve como objetivo que as mulheres presentes, da região, pudessem falar sobre a importância da mulher em sapopemba: seu papel em diferentes seguimentos.
Para esse momento, foram convidadas:
Lucimara, militante do Movimento de Moradia Leste I, integrante da Central de Movimentos Populares e da União de Movimentos de Moradia.
Endereço do Movimento Sem Terra Leste I – Av. Agustín Lubert, 1.053 – Fazenda da Juta – Telefone: 2013-9874.
Inicia a fala agradecendo e dizendo que temos que trabalhar com parcerias/rede, dizendo ser esse o caminho. Compara o número de mulheres presentes no encontro (maior que o dos homens), com os movimentos sociais, “lá fora também é assim”. Continua com as seguintes falas:
“Na região de Sapopemba não é diferente, aqui a mulher é muito bem articulada”;
“No movimento de moradia, 90% dos participantes são mulheres, elas carregam areia e pedra, assentam tijolos, coordenam e fazem a discussão política. A mulher não tem a visão só da casa (ao contrário de alguns homens), ela pensa de uma forma geral, em toda infra-estrutura”;
“Um dos avanços foi a casa passar a ser em nome da mulher, antigamente não era assim, muitas vezes o homem não contribui no mutirão e quando saia a casa ele acabava expulsando a mulher e filhos, hoje existe uma lei em que as mulheres batalharam muito e que foi criada pelo Dep. Roberto Gouveia”;
“No cenário político de São Paulo, temos apenas 8 vereadoras, sendo uma do Partido dos Trabalhadores, ainda precisamos avançar muito. Segundo ela, tudo indica que teremos uma candidata à presidência do Brasil”;
Por fim, agradece e diz que: “temos que travar a luta, pois a mulher quando começa vai até o fim, hoje nós somos mais respeitadas”.
Maria de Jesus: Professora da rede pública de ensino e atuante nos projetos sociais;
“A mulher está em todos os locais e na Educação não é diferente”;
“Antigamente a mulher era proibida de estudar, aos poucos ela vem ocupando esse espaço”;
Segundo Maria de Jesus, existe uma tese de que as crianças aprendem menos porque são mulheres que estão dando aulas:
“Tudo acaba sendo culpa da mulher e nem sempre do homem, por exemplo, a criança está mal na escola, faltando, a culpa é da mulher. Poucas podem melhorar sua formação (mestrado), precisam ter dois ou três empregos, acaba não sobrando tempo, sem contar que ainda existe o lar”;
“A maioria dos Projetos Sociais estão a frente de mulheres”;
“O salário dos professores no Brasil está defasado”.
Renata, advogada do Centro de Direitos Humanos de Sapopemba;
Cita que “no direito também não é diferente, antigamente só os homens podiam ser advogados”;
Menciona que o CDHS (Centro de Direitos Humanos de Sapopemba) atua principalmente na formação da população, pois “sabendo sobre os direitos eles transformam a realidade”;
“Também temos um link com o Poder público, como forma de articulador”;
“A maioria dos casos atendidos são mulheres, sendo maior o número de companheiras/esposas de reclusos. Estudos mostram a fidelidade da mulher com o companheiro preso, ao contrário, poucos homens mantém o relacionamento com mulheres que estão presas”;
“Existe muita garra por parte das mulheres, pois conseguem dinheiro para o “jumbo”, para manter a casa e na maioria dos casos são elas que acompanham os filhos em medida socioeducativa, “até hoje não lembro de um homem acompanhar algum filho em medida”;
Informa que o CDHS irá fazer um ciclo de formações ao longo do ano, sendo o do mês de Março sobre a Lei Maria da Penha (13/03 – 14h – CDHS);
Menciona que a Defensoria Pública promove o Núcleo Mulher – Av. Liberdade, 32 – Centro/SP, e que sua proposta e trazê-lo para mais perto de nossa região.
Marli, Controle gestor da UBS Teotônio Vilela e moradora do bairro Pró-Morar;
Ivaneide, Movimento de Saúde de Sapopemba;
Resgatou sua história na região, lembrando que Sapopemba sempre teve uma proposta de luta próxima aos movimentos sociais;
Cita também que um dos grandes desafios é levar essa discussão para os nossos lares, pois, a partir daí, poderemos dar um novo horizonte para essas situações.
Sub-Tenente Idalina – 19º Batalhão, responsável pela ronda escolar na região.
Em relação ao tema, Idalina afirma que “a mulher está se emancipando trabalha fora e em casa” (jornada dupla);
“Mesmo com conhecimento a mulher ainda não se emancipou totalmente, não sei o motivo, talvez dependência financeira, repressão”;
“Sempre procuro orientar as mulheres, orientação é tudo”;
“Na Polícia Militar ainda existe muita resistência, contudo, como é um militarismo...”
“Na delegacia a mulher acaba sendo omitida por parte de muitas policiais”;
“Meu filho de oito anos perguntou sobre o motivo da mulher ganhar menos que o homem”;
“A mulher sempre continua batalhando, independente da sua posição”;
Ao término do encontro, agradecemos a presença de todos e lembramos a data da próxima reunião, que deverá ocorrer em 03/04/2009.